Saúde e Medicamentos

Anel Vaginal

O que é o anel vaginal hormonal?

É um contraceptivo hormonal para uso vaginal.

Como é constituído o anel vaginal?

O anel vaginal é constituído por anel flexível impregnado de hormonas que são lentamente libertadas e absorvidas para a corrente sanguínea

Como funciona?

O anel liberta dois tipos de hormonas de uma forma contínua que são absorvidas para a corrente sanguínea. As hormonas libertadas evitam que se liberte os óvulos dos ovários e assim se dê a fecundação.

Composição:
  • etinilestradiol  (estrogénio)
  • etenogestrel (progestativo)
Efeitos secundários:

Não é normal acontecerem efeitos secundários, mas poderá dar náuseas, vómitos ou hemorragia vaginal.

Contra-indicações:
  • Problemas de trombose venosa (varizes), no coração ou AVC (acidente vascular cerebral) ou historial familiar;
  • Epilepsia;
  • Tensão elevada;
  • Diabetes Mellitus;
  • Excesso de peso;
  • Problemas hepáticos graves;
  • Cancro da mama ou genital porque são dependentes de hormonas;
  • Doença que afete o sistema imunitário
  • Se está a amamentar
Interações:

Alguns medicamentos podem diminuir o efeito do contraceptivo. É o caso de medicamentos para o tratamento da epilepsia, tuberculose, infecções por HIV, alguns antibióticos e o Hipericão.

Como aplicar o anel vaginal?

O anel é aplicado na vagina pela própria pessoa e deverá permanecer lá durante 3 semanas consecutivas.

  • Com as mãos bem lavadas o anel é colocado na vagina na posição que for mais confortável e empurrado profundamente até não sentir qualquer desconforto.
  • Passadas 3 semanas e no mesmo dia em que foi colocado o anel deverá ser retirado e colocado na saqueta original para depois ser entregue na farmácia juntamente com outros resíduos de medicamentos para posterior destruição em local próprio.
  • Segue-se um intervalo de uma semana.
  • Durante este período surge uma hemorragia de privação.
  • Após a semana de descanso um novo anel deverá ser colocado à mesma hora e no mesmo dia da semana.
Quando começar a aplicar?

Se não está a usar um outro método hormonal o anel deverá ser colocado durante o período menstrual. Durante o primeiro mês deverá haver precauções extra para não engravidar.

Se já usava um método hormonal combinado (pílula com estrogénio e progestagénio) deverá aplicar o anel no dia em que começaria a tomar uma nova embalagem.

Se usava um método hormonal contendo apenas progestagénio a aplicação deverá ser feita no dia seguinte a parar de tomar a pílula.

Acidentes:

Se o anel saiu acidentalmente da vagina ele poderá ser colocado novamente depois de lavado com água morna. Mas se esteve mais de 3 horas fora da vagina a eficácia poderá estar afetada e neste caso será recomendável usar um outro método de contracepção barreia (preservativo), especialmente se o facto se deu na primeira semana.

Se houve esquecimento de colocar o anel na vagina após o intervalo de 7 dias, ele deverá ser colocado o mais depressa possível e observar medidas de precaução (uso de preservativo) na primeira semana.

Se houve esquecimento de tirar o anel no dia certo a eficácia mantém-se. Deverá retirar-se o anel e fazer o descanso normal de uma semana.

Vantagens:

Os perigos de esquecimento de tomas são minimizados, uma vez que só há que trocar uma vez por mês.

Resumo das características:

Frequência 1 anel colocado durante 3 semanas consecutivas e 1 semana de descanso
Modo de ação Inibição da ovulação
Eficácia >99%
Retorno à fertilidade Rápido após paragem do método contraceptivo
Características Aplicação mensal, discreto, absorção não afetada por vómitos ou diarreia, sem efeito de 1ª passagem pelo fígado, níveis hormonais constantes e baixos, sem interação com antibióticos e outros medicamentos
Reações adversas mais comuns Dores de cabeça, náuseas, aumento de peso (retenção de líquidos), alterações do humor, dores mamárias
Importante Padrão de hemorragia menstrual regular e previsível,  sem necessidade de lembrar diariamente, maior incidência de sintomas vaginais ou relacionados com o anel, mínima percepção durante a relação sexual e a vida quotidiana
Amamentação Não deve ser usado
Proteção contra DST e HIV Não protege
Via de administração Vaginal

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Página da autoria de Laurentino Moreira (farmacêutico) - Última atualização em 07-jan-2018