Free cookie consent management tool by TermsFeed Policy Generator

SAÚDE e MEDICAMENTOS - Interações com alimentos

Antibióticos

Interações dos alimentos

Os alimentos condicionam a ação dos medicamentos. Esse efeito pode ser feito de várias maneiras. As interações nutriente-fármaco podem estar na origem de desequilíbrios nutricionais ou podem interferir com a eficácia dos medicamentos. A interação varia com o tipo de medicamento e mesmo em medicamentos do mesmo grupo terapêutico.

Os medicamentos podem induzir alterações na ingestão de alimentos:

  • Provocar náuseas e vómitos;
  • Alterar o paladar;
  • Provocar boca seca (xerostomia);
  • Causar inflamação e lesões na boca e trato gastrointestinal;
  • Sedar;
  • Suprimir/aumentar o apetite;
  • Induzir ganho/perda de peso não intencional.

Antibióticos

Os alimentos condicionam a absorção dos fármacos quer por modificarem o contacto com a mucosa gastro-intestinal quer pelo atraso no esvaziamento gástrico, tornando-os mais sujeitos à degradação pelo ácido do estômago. Mas há alguns antibióticos cuja biodisponibilidade é aumentada com os alimentos.

São exemplo de antibióticos cujo efeito pode ser reduzido pelos alimentos a:

  • Amoxicilina; Ampicilina; Dicloxacilina; Oxacilina;
  • Cefalosporinas (Cefaxima; Cefaclor);
  • Azitromicina e Eritromicina.

A Cefuroxima e a Cefpodoxina vem o seu efeito aumentar com os alimentos

O leite e derivados ricos em cálcio são alimentos que reduzem a absorção de vários antibióticos:

  • Demeclociclina; Metaciclina; Oxitetraciclina; Tetraciclina;
  • Ciprofloxacina; Lomefloxacina; Norfloxacina.

Estes formam um complexo insolúvel que não é absorvido no intestino.

Regra geral os antibióticos devem ser tomados fora das refeições, 30 minutos antes ou duas horas depois para evitar alteração do seu efeito.

Antifúngicos

A gordura alimentar favorece a absorção dos antifúngicos como a terbinafina. Também o itraconazol deve ser tomado com as refeições para melhorar a absorção

Anti-helmínticos

A gordura presente nos alimentos facilita a dissolução dos medicamentos anti-helmínticos como albendazol e mebendazol, aumentando a sua biodisponibilidade. A sua administração deve ser acompanhada de alimentos ricos em gordura.

Corticosteróides

Corticosteróides provocam diminuição da excreção de sódio, resultando em retenção de sódio e água, e aumento da excreção de potássio e cálcio. É recomendado fazer uma dieta com baixo teor de sódio e rica em potássio. Suplementos de cálcio e vitamina D são recomendados com o uso de corticosteroides a longo prazo para prevenir a osteoporose.

Inibidores da bomba de protões

Os inibidores da bomba de protões bloqueiam a produção de ácido no estômago, elevando o pH gástrico, podendo limitar a absorção de beta caroteno, cálcio, crómio, ácido fólico, ferro, vitamina B12 e zinco, quando usados prolongadamente.

Álcool

O álcool potencia a irritação e hemorragias provocadas pelo anti-inflamatórios não esteróides.
Potencia o efeito tóxico para o fígado  quando administrados com o paracetamol, amiodarona e metotrexato.
Quando consumido em jejum pode inibir a gluconeogénese, podendo também prolongar episódios de hipoglicemia causados por insulina ou outros fármacos antidiabéticos.
Em associação com os bloqueadores beta e fármacos do grupo dos nitratos pode reduzir a pressão arterial. Pode causar lesões hepáticas emassociação com as estatinas. O etanol não deve ser tomado com medicamentos para a ansiedade e depressão. Também a cafeína pode diminuir a eficácia de fármacos ansiolíticos.

Paracetamol

Os alimentos diminuem a absorção do paracetamol por alteração da motilidade e do trânsito gastro-intestinal. Também as gorduras promovem uma diminuição na libertação e dissolução do princípio ativo e logo uma menor absorção. Recomenda-se que seja tomado fora das refeições 30 minutos antes ou duas horas após as refeições.

Anti-inflamatórios

A presença de alimentos no intestino atrasa a absorção de anti-inflamatórios como o diclofenac e ibuprofeno, mas não interfere com a quantidade absorvida. Atrasa o efeito. No entanto a administração com as refeições ajuda a diminuir a irritação gástrica.

Anticoagulantes

Alimentos como espinafre, couve, nabo, couve-flor, brócolos, couve de Bruxelas e outros de folhas verdes são ricos em vitamina K diminuindo o efeito dos anticoagulantes orais.
Por outro lado, certos alimentos com propriedades anticoagulantes podem potenciar o efeito anticoagulante. São exemplos o alho, a cebola, alimentos ricos em vitamina E e alguns produtos naturais como o ginseng e o hipericão.

Diuréticos

Os diuréticos afetam os valores dos minerais no organismo. Diuréticos de ansa (furosemida) aumentam a excreção de potássio, magnésio, sódio e cálcio. Diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida) aumentam a excreção de potássio e magnésio, mas reduzem a excreção de cálcio. Diuréticos poupadores de potássio (espironolactona) aumentam a excreção de sódio, cloreto e cálcio. Nos pacientes em tratamento com doses elevadas de diuréticos os eletrólitos deve ser monitorizados. Dependendo do tipo de diurético poderão precisar de suplementos de um ou outro mineral e restrição noutro.
Dietas ricas em sódio reduzem a eficácia dos diuréticos e outros anti-hipertensores. Alimentos ricos em potássio, como bananas, laranjas, batatas, vegetais de folhas verdes e tomates são preferíveis nos doentes em tratamento com fármacos diuréticos da ansa e tiazidas. Deve-se evitar suplementos de potássio, ou substitutos do sal com os fármacos diuréticos poupadores de potássio.

Sais lítio

Dietas com baixo teor de sódio promovem a absorção do lítio, aumentando a toxicidade. Oor outro lado, as ditas mais ricas em sódio necessitam de ajustar a dose para mais elevada.

VOLTAR