Saúde e Medicamentos

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Medicamentos Uso Vaginal

  • Benzidamina solução vaginal e pó para solução;
  • Clotrimazol creme vaginal;
  • Econazol creme vaginal e óvulos;
  • Tioconazol comprimidos vaginais;
  • Iodopovidona solução vaginal e espuma vaginal.
  • Cloridrato de benzidamina 1mg/ml Solução vaginal; 500mg/carteira
Para que serve

Vulvovaginites e cervicites de etiologia diversa. Indicado na higiene vaginal, candidíase vaginal, corrimento vaginal esbranquiçado, acompanhado de prurido vaginal e habitualmente com exacerbação pré-menstrual. Profilaxia pré e pos-operatória na cirurgia ginecológica.

Como usar

Solução vaginal com aplicador:

A dose habitual é de 1-2 irrigações vaginais por dia. A solução pode ser usada à temperatura ambiente ou morna, aquecida sob um jacto de água quente durante poucos minutos.

Na posição deitada, introduzir delicadamente a cânula na vagina e comprimir o frasco até esvaziar. O esvaziamento pode ser gradual e regulado segundo as necessidades.

A duração do tratamento, depende da situação clinica e da evolução dos sintomas.

Carteira para dissolução:

Dissolver o conteúdo de uma ou duas saquetas num litro de água. Utilizar para lavagensvaginais, 1 ou 2 vezes ao dia.

Precauções

Alergia (hipersensibilidade) ao cloridrato de benzidamina.

O uso prolongado pode levar a reações de hipersensibilidade. Nestes casos deve suspender-se o tratamento.

Quando utilizado no pré e post-operatório, o cloridrato de benzidamina, solução vaginal deve ser aplicado sob vigilância clinica.

Efeitos secundários

Poderá causar irritações cutâneas

  • Clotrimazol 10mg/g creme vaginal; 100mg e 500mg comprimidos vaginais
Para que serve

O clotrimazol é um antifúngico que possuí um amplo espectro de atividade. Nos órgãos genitais é usado no tratamento de infecções genitais localizadas na vagina e áreas adjacentes, lábios genitais (vulva), bem como de inflamação da glande e prepúcio no pénis do parceiro sexual (Candidíase balânica), provocadas por um fungo chamado Cândida.

A candidíase vaginal é uma infecção causada por um fungo designado Cândida que ocorre com alguma frequência em mulheres. Este fungo encontra-se na pele humana, fezes e vagina, podendo em certas situações tornar-se patogénico. Os sintomas da candidíase vaginal são prurido (comichão), rubor, corrimento esbranquiçado e odor desagradável.

Como usar

Creme vaginal:
Introduzir, na posição deitada de costas, 1 aplicador cheio de creme vaginal o mais profundamente possível na vagina à noite, ao deitar, uma vez por dia, durante 6 dias consecutivos.

Para tratar infecções dos lábios genitais (vulva) da mulher ou de inflamação da glande e prepúcio no pénis do parceiro sexual (Candidíase balânica), aplicar o creme 2 - 3 vezes por dia, em camada fina, nas zonas afetadas (na mulher: órgãos genitais externos até ao anus; no homem: glande e prepúcio no pénis), friccionando ligeiramente em seguida. Nestas situações, o período normal de tratamento e de 1 - 2 semanas.

Comprimidos vaginais 100mg:
Introduzir 1 comprimido vaginal o mais profundamente possível na vagina à noite, ao deitar, uma vez por dia, durante 6 dias consecutivos.

Comprimido vaginal 500mg:
Introduzir 1 comprimido vaginal o mais profundamente possível na vagina à noite, ao deitar. Tratamento único.

Se a vagina não tiver humidade suficiente, aconselha-se a utilização de creme vaginal, excepto se houver alergia a este.

Precauções

Alergia a substancia ativa.

Indicado na utilização em adultos e crianças com 12 ou mais anos de idade.

O creme vaginal, quando aplicado na área genital das mulheres (vagina, lábios e área adjacente da vulva) e nos homens (prepúcio e glande) pode reduzir a eficácia e a segurança de produtos à base de látex, tais como preservativos e diafragmas.

Nos três primeiros meses da gravidez só deverá ser utilizado por recomendação e vigilância médica. Durante a gravidez, é aconselhado usar apenas os comprimidos vaginais, uma vez que estes podem ser inseridos sem se utilizar o aplicador. A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com clotrimazol.

Nas situações em que está associado aos sintomas vaginais a febre (temperatura de 38˚C ou superior), dor abdominal inferior, dor de costas, corrimento vaginal de mau odor, náuseas, hemorragia vaginal e/ou dor no ombro deverá consultar-se um médico. Assim como se os sintomas persistirem para além de 7 dias  ou houver infecção recorrente num período de 2 meses deverá, igualmente, consultar-se o médico.

O tratamento não deverá ser efetuado durante o período menstrual. Não se deve usar tampões, fazer duches intravaginais, usar espermicidas ou outros produtos vaginais enquanto utilizar este medicamento.

É recomendado evitar relações sexuais vaginais em caso de infecção vaginal e enquanto  se utilizar este medicamento, pois poderá infetar o parceiro.

Se as áreas adjacentes à vagina estiverem simultaneamente infetadas ou o parceiro sexual apresentar sintomas como comichão ou inflamação nos órgãos genitais, deverá efetuar-se um tratamento local combinado (creme e comprimido) para ambos.

Efeitos secundários

Pode verificar-se:

Reação alérgica, que se pode manifestar com: desmaios (sincope), tensão arterial baixa (hipotensão), sensação de falta de ar (dispneia) e urticária;
Descamação genital, comichão (prurido), erupção cutânea, inchaço (edema), vermelhidão da pele (eritema), desconforto, ardor, irritação, dor pélvica, hemorragia vaginal;
Dor abdominal.

  • Nitrato de Econazol 10mg creme vaginal; 150mg óvulos

Para que serve

Antimicótico vulvovaginal. Usado no tratamento de infecções fúngicas da vulva e da vagina, especialmente Cândida albicans, e no tratamento da balanite micótica.

Como usar

Mulheres:

Óvulos a 150 mg: Introduzir diariamente o mais profundamente possível na vagina, à noite, um óvulo durante 3 dias consecutivos. Poderá completar-se o tratamento com a aplicação de creme na área vulvar e anal durante 3 dias.

Creme vaginal: Introduzir o mais profundamente possível na vagina à noite, ao deitar, um aplicador cheio, durante não menos do que 14 dias consecutivos. Deve-se continuar o tratamento até ao final, mesmo que os sintomas (prurido, leucorreia) desapareçam.

Homens:

Lavar e secar o pénis, aplicar o creme na glande e no prepúcio, uma vez ao dia, durante 14 dias consecutivos.

Precauções

Alergia (hipersensibilidade) aos imidazois.

O uso dos cremes vaginais poderá diminuir a eficácia de preservativos de látex ou diafragma, pelo que os cuidados deverão ser redobrados.

Não deve ser usado em conjunto com outros tratamentos dos órgãos genitais internos ou externos.

Se ocorrer irritação ou reação de hipersensibilidade acentuadas, o tratamento deverá ser interrompido.

Podem ocorrer interações relevantes em doentes sob tratamento com anticoagulantes orais, tais como a varfarina e acenocoumarol, pelo que é necessária precaução e uma monitorização mais frequente da INR nestes doentes.

Não deve ser usado durante o primeiro trimestre da gravidez, a não ser que o médico considere essencial para o bem-estar da doente. No entanto, pode ser usado durante o segundo e terceiro trimestre de gravidez, por indicação médica, se os potenciais benefícios justificarem os possíveis riscos para o feto.

Durante a amamentação deve-se usar com cuidado, por poder ser excretado pelo leite materno.

Não deve ser usado em crianças e adolescentes (2 a 16 anos idade).

Efeitos secundários

Com frequência muito rara pode surgir hipersensibilidade, angioedema, urticária, dematite de contacto, exfoliação da pele, eritema, dor/irritação/edema no local de administração.

  • Tioconazol 100mg comprimidos vaginais
Para que serve

Está indicado no tratamento da candidíase vaginal. Situação clínica caracterizada por corrimento vaginal esbranquiçado, acompanhado de prurido vaginal e habitualmente com exacerbação pré-menstrual.

Como usar

Um comprimido vaginal uma vez por dia  à noite, ao deitar, durante 3 dias. Devem ser introduzidos profundamente na vagina utilizando o aplicador vaginal. Este medicamento deve ser utilizado de preferência fora do período menstrual. Poderá ser necessário, por indicação médica, repetir o tratamento.

Atendendo a que as infecções vaginais provocadas por fungos são muito contagiosas, é muito importante que, em complemento ao tratamento haja cuidados de higiene sanitária, nomeadamente no que se refere às roupas em contacto direto com o corpo e toalhas, que devem ser mudadas diariamente. Também poderá haver necessidade de proceder ao tratamento do parceiro sexual.

Precauções

Alergia à substância ativa.

É eficaz no tratamento da candidíase vaginal associada à gravidez. Contudo, durante o primeiro trimestre da gravidez, apenas deverá ser utilizado se receitado por um médico.

Por muitos fármacos serem excretados no leite humano, a amamentação deverá ser temporariamente descontinuada durante o período em que está a ser administrado.

Efeitos secundários

Pode originar irritação local ligeira, mas que geralmente é passageira. No entanto, se fore intensa e persistente, deverá consultar-se o médico.

Poderão ainda ocorrer os seguintes efeitos secundários: dor abdominal, edema periférico, dor, reação alérgica, reação anafilactóide, vaginite, parestesia (sensação de formigueiro ou adormecimento nas mãos ou pés), edema, prurido, erupção cutânea, urticária, edema genital, prurido genital, hemorragia vaginal, distúrbios vaginais (incluindo dor/desconforto, edema, vermelhidão, irritação, corrimento, ardor e prurido vaginal), distúrbios ao nível da vulva (vulvite e irritação, edema, dor e ardor vulvares).

  • Iodopovidona 100mg/ml solução vaginal; 40mg/ml espuma vaginal
Para que serve

Anti-séptico para aplicação vaginal, adjuvante no tratamento da monilíase vaginal, da vaginite por tricomonas e da vaginite não específica, cervicites e vulvovaginites.

A espuma destina-se a assepsia ginecológica, desinfecção da vulva, períneo e face interna das coxas, antes do parto e para Higiene íntima da mulher.

Como usar

Solução Vaginal:
Adultos e idosos: Aplicar, diluído segundo instruções, uma vez ao dia de preferência de manhã, por um período de 14 dias (incluindo os dias do fluxo menstrual).

Introduzir lentamente a cânula na vagina. Pressionar levemente o aplicador a fim de que a irrigação se processe lentamente. Reter a solução alguns segundos. Retirar o aplicador e se ainda restar bastante líquido, repetir a operação.

Espuma vaginal:
Em obstetrícia e ginecologia, aplicar sobre a pele humedecida a Espuma Vaginal friccionar cuidadosamente durante 5 minutos, produzindo espuma. Depois enxaguar com um pouco de água e secar, enxugando com uma toalha esterilizada.

Para utilização na higiene íntima da mulher, deitar a tampa do frasco cheia de Espuma Vaginal no côncavo da mão e aplicar com um pouco de água. Seguidamente enxaguar e secar.

Precauções

Antecedentes de alergia à povidona.

Não deverá ser usado em crianças com idade inferior a 12 anos.

Não deve ser usada no 1º trimestre da gravidez e de forma prolongada durante o 2º e 3º trimestre da gravidez e durante o aleitamento.

Não deverá ser utilizado se houver disfunção da tiróide, por puder haver absorção de iodo.

A utilização em simultâneo ou sucessiva com outros anti-sépticos (sobretudo mercuriais, com os quais forma um complexo cáustico) é de evitar.

Efeitos secundários

Podem produzir-se reações cutâneas locais: dermatite cáustica e eczema de contacto.

No caso de absorção sistémica (com sobredosagem de iodo) que só ocorre se o produto for utilizado em grandes superfícies e em zonas queimadas o que não está previsto nas suas indicações, podem surgir efeitos sistémicos como alterações da função renal com acidose metabólica, hipernatrémia (aumento do sódio no sangue).

Raramente foram descritas reações alérgicas como urticária, edema de Quincke (edema da face, lábios, olhos e garganta), choque anafilático (choque provocado por uma reação alérgica), reação anafilactóide (reação de intolerância).

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Página da autoria de Laurentino Moreira (farmacêutico) - Última atualização em 30-ago-2018