Os vermes intestinais, quando adultos, instalam-se no aparelho digestivo do animal e acarretam riscos para a saúde destes e das pessoas com quem convivem. Os cães e os gatos podem adquirir vermes intestinais de diversas maneiras:
Existem dois grandes grupos de vermes intestinais, os “vermes redondos” (nemátodos) e os “vermes chatos” (céstodos).
Os vermes são tanto um risco para a saúde do animal como da família. Aos animais podem provocar diarreia, vómitos, perda de peso, perda de apetite e até causar anemia.
Alguns vermes podem infectar os humanos (zoonoses), como é o caso do Ancylostoma spp. e Toxocara spp.. A Giardíase, também é uma zoonose, podendo causar flatulência, dores abdominais e diarreia em humanos.
É importante desparasitar o animal com frequência para prevenir contra infestações. A frequência de tratamentos varia com a região, com base na prevalência dos parasitas e orientações do Veterinário. De uma maneira geral é feita cada três meses.
Como a maioria dos vermes desenvolve parte de seu ciclo no ambiente, são necessárias medidas que controlem a infestação ambiental e diminuam os riscos de novas contaminações. Para isso devem-se tomar algumas medidas preventivas:
Os vermes redondos têm formato cilíndrico, não têm divisões, a pele é firme e elástica. As espécies mais comuns são o Ancylostoma spp e o Toxocara spp.
Os vermes chatos, também chamados de ténias, são achatados, com várias divisões e são transmitidos pela ingestão de um hospedeiro intermediário, que podem ser pulgas, roedores ou carne crua. As espécies mais comuns são o Dipylidium caninum, que tem como principal hospedeiro intermediário a pulga. Este pode ser ingerido acidentalmente pelo animal quando se coça ou se lambe. As ténias podem ser adquiridas pela ingestão de roedores ou carne crua (Ex: bovinos, ovinos e suínos).
Como administrar corretamente o desparasitante interno:
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Pirantel |
Ancylostoma canium, Ancylostoma brasiliense, Toxocara canis, Toxascaris leonina, Uncinaria stenocephala.
Praziquantel + Pirantel |
Ascarídeos: Toxocara canis, Toxascaris leonina
Ancilostomídeos:
Uncinaria stenocephala, Ancylostoma canium
Tricurídeos:
Trichuris vulpis
Céstodes: Echinococcus granulosus, Echinococcus multilocularis, Taenia hydatigena, Taenia pisiformis, Taenia taeniformis, Dipilydium canium.
Praziquantel + Pirantel + Febantel |
Tratamento de infecções mistas de nemátodes e céstodes
Céstodes: Taenia Multiceps, Taenia pisiformis, Dipylidium caninum, Taenia ovis, Echinococcus granulosus, Taenia taeniformis,
Echinococcus multilocularis, Joyeuxiella pasqualei, Mesocestoidesi spp, Taenia hydatigena.
Nematódeos:
Ancylostoma braziliense, Ancylostoma caninum,
Toxocara canis, Toxascari leonina, Trichuris vulpis, Uncinaria stenocephala.
Protozoários:
Giardia spp.
Pirantel + Febantel |
| Risco de infecção | Situação do animal | Frequência |
| Baixo a moderado | > 6 meses; Vive em casa; Vai à rua acompanhado; Alimentação: ração/comida cozinhada |
Cada 3 meses |
| Moderado a elevado | > 6 meses; Vive no exterior; Contacta com fezes de outros animais; Caça ratos e aves; Ocasionalmente come caracóis e sapos. |
4 a 12 meses por ano |
| Elevado | < 6 meses; > 6 meses e vive no exterior; Contacto com crianças, grávidas, idosos ou doentes crónicos; Grupos especiais: de caça, busca e salvamento, militares e desporto; Come comida crua; Vive em região endémica de Dirofilariose |
1 vez por mês |
| Das 2 às 8 semanas devem ser desparasitados des 2 em 2 semanas. | ||
| Risco de infecção | Situação do animal | Frequência |
| Baixo | Vive em
casa; Alimentação: ração/comida cozinhada |
Cada 6 meses |
| Moderado | Vive em casa; Vai à rua acompanhado; Pouca probabilidade de caçar ratos ou aves. |
Cada 3 meses |
| Moderado a elevado | Frequanta o exterior; Elevada probabilidade de caçar ratos e aves. |
4 a 12 vezes por ano |
| Elevado |
< 6 meses; > 6 meses e vive no exterior; Vive com crianças, grávidas, idosos ou doentes crónicos; Caça ratos e aves; Come comida crua. |
1 vez por mês |
| Das 3 às 10 semanas devem ser desparasitados des 2 em 2 semanas. | ||