SAÚDE e MEDICAMENTOS

Uso de máscara

Uso de máscara obrigatório?

Nesta fase da pandemia com transmissão comunitária ativa, a DGS através da Norma 007/202018 e Orientação 019/202019 recomendou a utilização de máscaras cirúrgicas a todos os profissionais de saúde, pessoas com sintomas respiratórios e pessoas que entrem e circulem em instituições de saúde. A referida Orientação define também que as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente idosos (mais de 65 anos de idade), com doenças crónicas e estados de imunossupressão, devem usar máscaras cirúrgicas sempre que saiam de casa. A mesma Orientação, alargou a recomendação da utilização de máscara cirúrgica, e outros equipamentos de proteção individual, a elementos de alguns grupos profissionais, durante o exercício de determinadas funções, quando não é possível manter uma distância de segurança entre pessoas. A saber: profissionais das forças de segurança e militares, bombeiros, distribuidores de bens essenciais ao domicílio, trabalhadores nas instituições de solidariedade social, lares e rede de cuidados continuados integrados, agentes funerários e profissionais que façam atendimento ao público, onde não esteja garantido o distanciamento social. Estudos recentes mostram que as máscaras cirúrgicas podem reduzir a deteção do coronavírus em aerossóis, com uma tendência para redução em gotículas respiratórias, sugerindo que as máscaras cirúrgicas podem prevenir a transmissão de coronavírus para o ambiente, a partir de pessoas sintomáticas, assintomáticas ou pré-sintomáticas. A eficácia da utilização generalizada de máscaras pela comunidade na prevenção da infeção não está provada. Mas, aplicando-se o Princípio da Precaução em Saúde Pública, é de considerar o uso de máscaras por todas as pessoas que permaneçam em espaços interiores fechados com múltiplas pessoas, como medida de proteção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória. A utilização de máscaras pela população implica o conhecimento e domínio das técnicas de colocação, uso e remoção, e a sua utilização não pode, de forma alguma, conduzir à negligência de medidas fundamentais como o distanciamento social e a higiene das mãos.

A disponibilização de máscaras cirúrgicas deve ser prioritária para doentes e profissionais de saúde. Sendo as máscaras não cirúrgicas (comunitárias ou de uso social) recomendadas para pessoas saudáveis em espaços interiores fechados com múltiplas pessoas (supermercados, farmácias, lojas ou estabelecimentos comerciais, transportes públicos, etc).

Fonte: https://covid19.min-saude.pt/

Tipos de máscaras

  • Máscara de tecido;
  • Máscara cirúrgica;
  • MMáscara FFP2;

O uso de máscara implica uma correta colocação e remoção, assim como cuidados de higiene:

  • Lavagem correta das mãos antes da colocação e remoção da máscara;
  • Colocação pelo próprio, sempre que possível;
  • Ajustar ao nariz, tendo o cuidado de cobrir todo o rosto até ao queixo;
  • Não tocar na máscara durante o período de utilização da mesma;
  • Remover a máscara pelos elásticos ou atilhos laterais, não tocando na zona frontal.

As máscaras de tecido têm como objetivo a disseminação de partículas. A sua capacidade de filtração varia com os materiais utilizados, normalmente algodão e um filtro de café ou tecido não tecido, andando à volta de 50%. Têm a vantagem de ser reutilizáveis após lavagem a 60ºC. A sua utilização na comunidade destina-se a indivíduos saudáveis e/ou assintomáticos (em situações em que não é possível garantir o distanciamento social e cumprindo com as regras de etiqueta respiratória e lavagem ou desinfeção das mãos).

 As máscaras cirúrgicas já são consideradas dispositivos médicos, obrigadas a declaração de conformidade CE e a ter certificação. O seu objetivo é promover o controlo de infeções, protegendo o doente e o ambiente. São compostas por 2 a 3 camadas de tecido não tecido que lhes confere propriedades de filtração até 80% de partículas. Estas máscaras são de utilização única, até estarem húmidas, devendo ser substituídas. São recomendadas para indivíduos doentes ou suspeitos e respetivos cuidadores e por profissionais de saúde, para cuidados não geradores de aerossóis.

As strong>máscaras FFP2 ou Equipamento de Proteção Individual (EPI) destinam-se a proteção do profissional em ambientes de risco, químico ou biológico. São fabricadas em fibras de polipropileno, com ou sem válvula respiratória, que lhes confere uma capacidade de filtração até 95% de partículas em suspensão no ar. Normalmente são de uso único, mas em contexto de escassez, a CDC sugere utilização máxima ininterrupta de 8 horas ou 5 reutilizações. São recomendadas para utilização por profissionais de saúde, para prestação de cuidados geradores de aerossóis.