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Osteoporose

O que é a osteoporose?

Osteoporose significa osso poroso. Essa porosidade excessiva do osso leva a uma perda de resistência. Ter osteoporose quer dizer ter ossos menos resistentes, que partem com mais facilidade, com traumatismos mínimos como, por exemplo, uma pequena queda.

Quem tem osteoporose pode partir qualquer osso, mas as fraturas mais frequentes são as das vértebras, dos ossos do punho, da anca (colo do fémur) e do ombro (colo do úmero).

Os ossos são um tecido vivo em constante remodelação, onde a cada momento há osso "antigo" a ser reabsorvido e osso "novo" a ser formado. Até aos 30 anos a formação é muito superior à reabsorção. A partir dessa idade, a reabsorção de osso começa a ser mais rápida e a formação mais lenta, pelo que o resultado final é uma diminuição da quantidade de osso. Este fenómeno é normal e acontece a todos nós, mas se a diminuição for excessiva o resultado é a osteoporose.

Quem pode sofrer de osteoporose?
  • Mulheres depois da menopausa;
  • Idosos;
  • Doentes da tiróide;
  • Doentes com má absorção intestinal do cálcio;
  • Insuficientes renais;
  • Doentes a tomarem corticosteróides.

A osteoporose atinge principalmente as mulheres depois da menopausa e os idosos de ambos os sexos. As hormonas femininas (estrogéneos) são muito importantes para a remodelação óssea. Com a menopausa, a produção de estrogéneos diminui e o resultado é uma perda mais rápida de osso, nos 5 a 10 anos seguintes. Com o envelhecimento, a formação óssea começa também a diminuir tanto nos homens como nas mulheres. Calcula-se que uma em cada 3 mulheres depois da menopausa e 1 em cada 5 homens depois dos 65 anos sofra de osteoporose.

Algumas doenças (p.ex. doenças da tiróide, doenças com má absorção intestinal, insuficiência renal) e medicamentos (p.ex. corticóides) podem também alterar a remodelação óssea dando origem a uma osteoporose secundária, que pode surgir em qualquer idade. Embora pouco frequentes, são importantes porque o aparecimento da osteoporose pode ser evitado se a doença de base for corrigida ou tratada.

O que são fatores de risco para a osteoporose?

A remodelação óssea é muito complexa e determinada por fatores genéticos, hormonais, ambientais e nutricionais. As situações que contribuem para uma perda acelerada de massa óssea são chamadas de fatores de risco, por aumentarem a probabilidade de se vir a sofrer de osteoporose. Alguns destes fatores não são modificáveis, mas muitos deles têm a ver com estilos de vida (p.ex. alimentação, exercício) e podem ser alterados.

Para além da menopausa e do envelhecimento, são fatores de risco muito importantes:
  • Fraturas prévias (na idade adulta, com traumatismo mínimo);
  • Magreza excessiva;
  • História familiar de fraturas;
  • Utilização de corticóides;
  • Tabagismo;
  • Menopausa antes dos 45 anos.
Outros fatores de risco a ter em conta:
  • Dieta pobre em cálcio;
  • Vida sedentária;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Imobilização prolongada;
  • Algumas doenças e medicamentos.

Quais são os sintomas da osteoporose?

O principal sintoma da osteoporose, a fraturas, ocorre quando a doença já está instalada, de forma silenciosa, há algum tempo.

As fraturas provocam dor e incapacidade funcional cuja duração depende do local fraturado, podendo a recuperação ser completa, como acontece em geral com " os ossos do punho, ou persistindo incapacidade marcada, como, por exemplo, nas fraturas da anca. As fraturas vertebrais podem surgir sem traumatismo aparente, no decorrer da atividade diária normal em que se tenha de flectir a coluna ou pegar num peso. Muitas vezes poderá não se aperceber de uma fraturas.

Como se diagnostica a osteoporose?

Até há alguns anos só era possível diagnosticar a osteoporose quando ocorria uma fraturas típica.

Atualmente é possível medir a quantidade de osso ou, mais corretamente, a densidade mineral óssea, através de métodos rápidos e indolores. O melhor método é a densitometria óssea, que mede a densidade na coluna lombar e na anca, os locais onde as fraturas são mais frequentes. O resultado encontrado neste exame permite saber se a densidade óssea é ou não normal para a  idade e sexo; isto é, se existe ou não doença.

A densitometria permite detectar a doença antes de ocorrerem fraturas, ajuda a avaliar o  risco de fraturas no futuro e ajuda a monitorizar a eficácia dos tratamentos que se venha a fazer.

Como prevenir a osteoporose? 

Construir ossos fortes durante a idade de crescimento (infância e adolescência) e até aos 30 anos é a melhor maneira de prevenir a osteoporose. Esta é a altura crítica para conseguir um bom pico de massa óssea. Para tal é necessário:

  • Ter uma dieta equilibrada e rica em cálcio e vitamina D;
  • Praticar exercício físico;
  • Ter um estilo de vida saudável, sem fumar ou consumir bebidas alcoólicas em excesso.

Um adulto deve consumir entre 800 a 1000mg de cálcio por dia, mas as mulheres depois da menopausa e os idosos devem aumentar este valor para 1500mg diários. Os alimentos mais ricos em cálcio são os lacticínios (leite, queijo e iogurtes), os legumes de folha verde (p.ex. couve portuguesa ou galega, espinafres, brócolos), os cereais e alguns frutos secos. O ideal é incluir vários destes alimentos nas  refeições para haver a certeza que o organismo consegue absorver a quantidade ideal de cálcio. Se houver problemas de peso ou valores elevados de colesterol associados deve-se comer lacticínios com pouca gordura (meio-gordo ou magro).

A vitamina D é obtida através da exposição solar e da alimentação (p.ex. lacticínios, peixe, fígado).

Estas medidas devem ser mantidas durante toda a vida, mesmo se tem osteoporose, porque vão permitir reduzir a perda de osso e contribuir para uma maior eficácia dos tratamentos.

Como se trata a osteoporose?

Atualmente existem vários medicamentos eficazes para tratar a osteoporose e reduzir o risco de fraturas. Estes medicamentos aumentam a quantidade de osso porque diminuem a reabsorção óssea ou porque aumentam a sua formação.

Os medicamentos mais utilizados são os que diminuem a reabsorção:

  • Bifosfonatos (alendronato e risedronato);
  • Raloxifen;
  • Estrogéneos.
Para além destes, existem outros fármacos como:
  • Teriparatida;
  • Ranelato de estrôncio;
  • Calcitonina.

Para que o tratamento seja eficaz, é fundamental que o organismo receba a quantidade correta de cálcio e vitamina D. Para tal deverá adotar-se uma dieta rica nestes nutrientes ou em alternativa tomar suplementos destes nutrientes receitados pelo médico.

Atenção:
  • Os medicamentos para a osteoporose não tiram as dores. Em caso de dores é necessário a toma de analgésicos.
  • Como a osteoporose dá poucos sintomas é difícil perceber se os medicamentos estão a fazer efeito, mas é muito importante que, mesmo que não se sinta qualquer efeito o tratamento continue forma correta para que este seja eficaz e o risco de fraturas seja reduzido.

Uma pessoa com osteoporose deve ter particular atenção às fraturas ósseas. Quando acontece o tratamento é muito prolongado. A maioria das fraturas ocorre após uma queda, pelo que  se deve tomar as medidas necessárias para reduzir o risco de cair ou de sofrer um traumatismo:

  • Vigiar regularmente a  visão e audição e corrigir qualquer problema que exista;
  • Tornar o  ambiente mais seguro. A maioria das quedas ocorre no domicílio, pelo que é importante ter uma casa "segura": evitar a iluminação deficiente, os pisos escorregadios, os tapetes e os fios soltos;
  • Ter atenção ao calçado, preferindo solas antiderrapantes;
  • Ter atenção aos medicamentos para a hipertensão e para o sistema nervoso (calmantes, antidepressivos, indutores do sono) porque poderão causar tonturas e causar uma queda;
  • Evitar uma vida sedentária. O exercício fortalece os músculos, melhora a postura e o equilíbrio e assim pode ajudar a prevenir as quedas e a diminuir as consequências destas.
Exercício Físico

Os exercícios que são feitos suportando o peso do corpo ou com resistência são os mais adequados para ajudar a não perder massa óssea, mas deve ter-se em conta a forma física, a existência de outras doenças ou a existência de alguma fraturas vertebral antes de começar qualquer programa. Para tal é necessário o aconselhamento médico.

A marcha rápida, o tai-chi, a dança e exercícios com pesos leves são aconselháveis para quase todos. O exercício ajuda também a melhorar a força muscular, a postura e o equilíbrio, levando a uma redução do risco de quedas

Deve-se fazer exercício programado 3 vezes por semana e nos outros dias aumentar a atividade física, dando um passeio diário de pelo menos 30 minutos.

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Página da autoria de Laurentino Moreira (farmacêutico) - Última atualização em 18-out-2016