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Diabetes

O que é a Diabetes?

A diabetes é um conjunto de sinais e sintomas relacionados com o aumento da taxa de glicose (açúcar) no sangue e que resulta de um mau funcionamento do pâncreas ou da resistência do corpo à ação da insulina.

Os valores de glicémia recomendados são:

 Em jejum 1 a 2 horas após as refeições
menos de 110mg/dL menos de 145mg/dL
O que é a Insulina?

A insulina é uma hormona produzida pelas células beta do pâncreas e é responsável pela entrada dos nutrientes na célula, em especial da glicose.

Os vários tipos de Diabetes

DIABETES TIPO 1

É uma doença auto-imune que resulta na destruição das células beta do pâncreas. Desta forma o organismo deixa de produzir a insulina necessária para o metabolismo dos nutrientes. É o tipo de diabetes mais comum na infância, mas pode afetar também os adultos.

CAUSAS

Não existe uma explicação para o aparecimento da diabetes tipo 1. Algumas das teorias assentam na hipótese de uma infecção viral que desencadearia uma resposta auto-imune e lesionariam as células beta. Contudo isto ainda não está provado.

SINTOMAS

(Aparecem repentinamente)

  • Aumento do apetite;
  • Sede intensa;
  • Aumento do volume de urina;
  • Perda de peso;
  • Perda progressiva de visão;
  • Cansaço
  • Debilidade;
  • Náuseas;
  • Vómitos;
  • Infecções nos pés, pele, gengivas e aparelho urogenital.

DIABETES TIPO 2

A doença resulta de uma resistência do organismo à atuação da insulina. Como consequência gera-se um aumento da glicose no sangue ao qual o organismo reage com a produção de mais insulina.

Nos primeiros anos de desenvolvimento da doença existem valores de insulina no sangue superiores ao normal. Com o tempo o pâncreas esgota-se e deixa de produzir a insulina necessária para a absorção de glicose pelas células. É nesta altura que a doença se torna aparente.

CAUSAS

Este tipo de diabetes tem um importante fator genético. As pessoas que têm familiares portadores de diabetes tipo 2 são mais propensas a desenvolver a doença. Mas associada a este fator existem muitos outros, ligados sobretudo ao estilo de vida:

  • Obesidade;
  • Hipertensão;
  • Colesterol elevado;
  • Vida sedentária;
  • Mulheres que desenvolveram diabetes gestacional durante a gravidez;
  • Idade superior a 40 anos (embora seja cada vez mais comum em crianças devido aos maus hábitos alimentares e estilos de vida sedentários).

Uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos são as medidas mais eficazes para combater a tendência para a doença.

SINTOMAS

Os sintomas da diabetes tipo 2 não são tão típicos como os da diabetes tipo 1. Não é possível diagnosticar  a doença através das suas manifestações.

  • Urina muito escura ou com odor diferente;
  • Irritabilidade;
  • Aumento do apetite;
  • Feridas que demoram a  cicatrizar;
  • Cansaço;
  • Debilidade;
  • Infecções nas gengivas;
  • Inflamações genitais (vulvovaginite e balanite).

Avalie qual o risco de vir a desenvolver diabetes tipo 2
Questionário
1-Qual a idade?
Menos de 45 Entre 45 e 54 Entre 55 e 64 Mais de 64
2-Índice de Massa Corporal?
Menos de 25 Entre 25 e 30 Mais de 30  
3-Medida da Cintura?
Homens Menos de 94 Entre 94 e 102 Mais de 102
Mulheres Menos de 80 Entre 80 e 88 Mais de 88
4-Pratica, diariamente, exercício físico pelo menos 30 minutos ou exerce atividade na vida diária?
Sim Não    
5-Come vegetais e/ou fruta?
Todos os dias Às vezes    
6-Toma medicação para a tensão arterial?
Não Sim    
7-Já teve os valores de Glicémia (açúcar no sangue) elevados?
Não Sim    
8-Tem algum familiar com Diabetes?
Não Sim, Avós, Tios ou primos em 1º grau Sim, Pais irmãos ou filhos  

  Resultado:    pontos

Resultados:
Menos de 7 - Risco baixo (1 em 100);
Entre 7 e 11 - Risco ligeiro (1 em 25);
Entre 12 e 14 - Risco moderado (1 em 6);
Entre 15 e 20 - Risco alto (1 em 3);
Mais de 20 - Risco muito alto (1 em 2).

DIABETES GESTACIONAL

Desenvolve-se durante a gravidez como consequência das alterações hormonais que se verificam.

OUTRAS DIABETES

Com origens diversas, mas específicos:

  • Distúrbios do pâncreas;
  • Síndromas metabólicos;
  • Cancro;
  • Uso de corticóides.

Insulina

Há alguns anos a insulina era extraída de bovinos e suínos, mas atualmente é obtida por engenharia genética a partir da bactéria Escherichia coli ou de um fungo Saccharamyces cerevisae. A informação genética para a produção de insulina humana é colocada no microorganismo e ele passa a produzir a insulina idêntica à humana.

Nos casos em que a diabetes é insulinodependente há necessidade de administração de insulina para simular a produção de insulina do organismo. Dependendo da hora do dia, da alimentação ou atividade física existem diferentes tipos de insulina para cada ocasião.

  • Insulinas de ação rápida: são aplicadas meia hora antes da refeição.
  • Insulinas de ação ultra-rápida :são aplicadas no momento em que começa a comer.
  • Insulinas de ação média :são aplicadas duas a três vezes ao dia para manutenção dos níveis de glicose estáveis
  • Insulinas de ação prolongada : apenas uma  aplicação diária pode ser suficiente para obter o nível basal adequado da hormona.

As insulinas de ação rápida são límpidas e cristalinas, enquanto as de ação lenta têm aspecto leitoso. Isto deve-se à modificação química que teve que ser feita para retardar a sua absorção.

A administração da insulina

A administração da insulina é feita por via injetável. No entanto, existem já alternativas orais ou por inalação em fase de pesquisa.

A aplicação por via injetável é feita por via subcutânea, através de seringas ou canetas de insulina. Raramente é necessário fazer por via intramuscular ou endovenosa.

A aplicação através de canetas de insulina é a mais prática e simples, especialmente para crianças, evitando o manuseamento de seringas. A caneta permite regular a dose a administrar e uma vez carregada é só carregar no botão para injetar a insulina na pele.

O local de aplicação não deverá ser sempre o mesmo e dependendo da rapidez de absorção que se pretende poderá ser aplicado no:

Abdómen (à volta do umbigo) Absorção muito rápida
Bíceps
Pernas
Glúteos (nádegas) Absorção mais lenta

No início do tratamento o doente recebe um esquema de administração padronizado. Ao mesmo tempo o doente tem que fazer várias determinações da glicémia ao longo do dia. Com base nesses valores o médico estabelece um padrão de aplicação ajustado ao doente.

Ao mesmo tempo o doente é instruído no sentido de ser ele próprio a controlar a quantidade de insulina necessária, dependendo da alimentação e do exercício físico. Para evitar episódios de hiperglicémia ou hipoglicémia é necessário ajustar, respectivamente, a dose de insulina quando vai fazer uma refeição farta ou ingerir açucares antes de exercício físico, por exemplo.

 

Complicações da Diabetes

Os valores de glicose não controlados podem originar, a longo prazo, inúmeras complicações como: hipertensão, cegueira, retinopatias, diminuição da sensibilidade dos membros inferiores, disfunções sexuais, doenças cardiovasculares, doenças renais, etc.

Para conseguir controlar a diabetes é necessário manter a glicémia dentro dos valores recomendados, assim como controlar o peso, a pressão arterial, o colesterol e triglicéridos.

O que fazer?

1. Ter uma alimentação saudável:

  • Comer várias vezes ao dia (pelo menos 6);
  • Ingerir legumes e hortaliças a todas as refeições;
  • Iniciar as principais refeições com sopa de legumes;
  • Retirar a gordura visível da carne;
  • Usar manteiga e outras gorduras em pequena quantidade;
  • Evitar salgados, conservas e enchidos;
  • Preferir os cozidos grelhados e estufados;
  • Evitar os alimentos pré-confeccionados;
  • Beber 1,5 L de água por dia;
  • Evitar os doces e refrigerantes;
  • Evitar bebidas alcoólicas.

2. Fazer exercício físico regularmente. O exercício não deverá ser violento, pois estes consomem mais energia, levando rapidamente a uma hipoglicémia.

3. Tomar a medicação regularmente de acordo com as instruções médicas.

4. Vigiar regularmente o peso, a glicémia, a pressão arterial, o colesterol e os triglicéridos.

5. Não fumar.

Nutrição na Diabetes

A alimentação é muito importante no tratamento global da diabetes, sendo um aspecto a ter em conta quando se pretende alcançar benefícios clínicos como:

  • Bom controlo da glicémia;
  • Prevenção de complicações da Diabetes;
  • Controlo da tensão arterial;
  • Controlo da hiperlipidémia (triglicéridos e colesterol);
  • Prevenção da mal nutrição;
  • Manutenção da qualidade de vida.

A quantidade e a qualidade dos alimentos ingeridos devem ser controlados de modo a otimizar os níveis de glucose no sangue, tanto a curto como a longo prazo.

As recomendações nutricionais para os doentes diabéticos sofreram grandes alterações desde o início do séc. XX. No início eram recomendados elevados valores de lípidos. A partir de 1986 foram sofrendo reduções e agora dá-se maior importância à qualidade dos lípidos do que à quantidade. Os ácidos gordos monoinsaturados passaram a ser considerados os lípidos de melhor qualidade

A quantidade de glícidos e de ácidos gordos monoinsaturados ingeridos deve estar entre 60 a 70% do total.

A quantidade recomendada de proteínas ingeridas não sofreu grandes variações ao longo dos tempos e situa-se entre 15 a 20% do total dos alimentos.

Em 1994 incluiu-se, pela primeira vez, as recomendações de fibra na alimentação, que se situam entre 20 a 35g diários.

Os números em Portugal

9,6% dos portugueses tem diabetes. Acima da média da União Europeia.

13% é a prevalência da doença entre os 20 e 79 anos nos portugueses.

25% dos portugueses entre os 60 e os 79 anos sofre de diabetes.

44% dos doentes ainda não sabe que tem a doença.

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Página da autoria de Laurentino Moreira (farmacêutico) - Última atualização em 18-out-2016