Saúde e Medicamentos

                  

Saúde e Medicamentos

Saúde Animal Perguntas/Respostas 

Aparelho Genito-urinário

Constituição do Aparelho Urinário

Infecções urinárias

Os microrganismos que provocam a infecção, em geral, entram nas vias urinárias pela extremidade inferior das vias urinárias, ou seja, a abertura na ponta do pénis no homem ou a abertura da uretra na mulher, que se localiza na vulva. A infecção também poderá ter origem nos rins.

As infecções das vias urinárias podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos ou uma variedade de parasitas. Dependendo da zona afetada são classificadas de:

Infecções do trato urinário
Órgão Infecção
Uretra Uretrite
Bexiga Cistite
Ureteres Ureterite
Rins Pielonefrite
Infecções bacterianas

As infecções bacterianas do trato urinário são mais comuns em crianças até aos 6 anos, mulheres com vida sexual ativa e nos idosos. Em crianças as infecções são muitas vezes assintomáticas. Já nas mulheres adultas jovens é grande a incidência de infecções sintomáticas. No homem adulto jovem as infecções do trato urinário são muito raras.

As infecções são, em geral, causadas por bactérias presentes na flora intestinal ou na vaginal. Nas infecções agudas o agente causador é sobretudo a Escherichia coli. Estas resultam do desequilíbrio entre as bactérias patogénicas e os mecanismos de defesa do trato urinário.

Os sintomas característicos são:
  • Disúria (dificuldade em urinar);
  • Polaciúria (necessidade frequente de urinar);
  • Urgência miccional e
  • Dor suprapúbica.
Infecções por vírus

A infecção mais vulgar é a causada pelo vírus herpes simples tipo 2. Atingem o pénis no homem e a vulva, o períneo, colo do útero e vagina na mulher. Quando afetam a uretra tornam a micção muito dolorosa.

Infecções por fungos

A Candida albicans(uma levedura) é o agente causador mais vulgar. Muitas vezes está associado a infecção bacteriana.

Uretrite

A uretrite é uma infecção da uretra, o canal que leva a urina desde a bexiga ao exterior do corpo. Pode ser causada por bactérias, fungos ou vírus. As infecções bacterianas são mais vulgares nas mulheres e têm origem na flora intestinal e vaginal. A uretrite também pode ser causada por microrganismos transmitidos por via sexual, como é o caso da Neisseria gonorrhoeae, clamídia e vírus herpes simples. Mas, nestes casos, os órgãos sexuais têm  maior probabilidade de serem infectados.

Tratamento

O tratamento depende da causa da infecção. Caso se trate de uma infecção bacteriana, administram-se antibióticos. Nas infecções fúngicas usam-se antifúngicos. Uma infecção causada pelo vírus do herpes simples pode ser tratada com um medicamento antiviral, como o aciclovir.

Medicamentos de venda livre disponíveis

Infecções urinárias bacterianas

Arando vermelho, Vaccinium macrocarpon

O arando vermelho, Vaccinium macrocarpon, é tradicionalmente usado para o tratamento de infecções urinárias. Este fruto contém componentes fenólicos do tipo protocianidinas tipo A (PAC), que são eficazes na prevenção e tratamento das infecções urinárias. As PAC reduzem a capacidade das bactérias se prenderem às paredes do trato urinário, reduzindo dessa forma a sua proliferação. As bactérias que não se prendem às paredes do trato urinário são naturalmente eliminadas pela urina.

O tratamento habitual para as infecções urinárias é o antibiótico oral. Mas devido ao aumento das resistências o risco de infecções recorrentes é cada vez maior. O uso de suplementos contendo arando vermelho não desenvolve resistências, pelo que pode ser usado repetidas vezes. Pode ser usado como complemento terapêutico de antibioterapia ou como tratamento nas situações mais ligeiras.

A dose eficaz deverá conter pelo menos 36mg de PAC por dia repartido em duas tomas. Como preventivo poderá ser usado metade da dose.

Usos:

  • Mulheres jovens sexualmente activas;
  • Homens com prostatite aguda;
  • Idosos com estase( retenção) urinária;
  • Gravidez;
  • Diabéticos;
  • Raparigas adolescentes com refluxo urinário.

 

Aparelho Genital Feminino

Alguns suplementos juntam outras substâncias que potenciam o efeito do arando:

  • L-Metionina
    Acidifica a urina, permitindo a manutenção do pH fisiológico desfavorável ao desenvolvimento bacteriano.
    Contra-indicações:
    Doentes renais, menores de 12 anos, gravidez e aleitamento sem serem observados por um médico.
     
  • Lactoferrina
    Glicoproteína do plasma, leite e secreções que reforça o sistema imunitário.
     
  • Fruto-oligossacáridos (FOS)
    Açúcares complexos, não metabolizados pelo organismo, mas metabolizados pelas bifidobactérias, que se desenvolvem e em maior número não permitem o desenvolvimento de estirpes E. coli patogénicas intestinais, de onde têm origem a maior parte das infecções urinárias.
    Contra-indicações:
    Gravidez e aleitamento sem consulta médica.
     
  • Uva ursina, Arctostaphylos uva-ursi L., medronheiro:
    O princípio ativo arbutina tem efeito anti-inflamatório e anti-séptico. Os glicosídeos flavonóides conferem ação diurética.
    Contra-indicações:
    Menores de 12 anos, gravidez e aleitamento.
    Efeitos secundários:
    Náuseas, vómitos e insónia
  • Cerejeira, Prunus avium L.: Os pés de cereja têm ação diurética suave.
     
  • Milho, Zea mays L.: As barbas de milho têm ação diurética e anti-inflamatória.

Vaginite, vulvite e vulvovaginite

São inflamações da mucosa da vagina, vulva e as duas em simultâneo (órgãos genitais femininos externos). Produz-se uma secreção vaginal.

Causas:

  • infecções, 
  • substâncias ou objetos irritantes, 
  • tumores ou outro tecido anormal, 
  • resultante de radioterapia, 
  • medicamentos e 
  • alterações hormonais

A higiene pessoal insuficiente pode favorecer o crescimento de bactérias e de fungos, bem como causar irritação.

Durante a idade fértil, a mulher sofre alterações hormonais provocam uma secreção anormal aquosa, mucosa ou branca-leitosa, que varia em quantidade e características conforme as diferentes fases do ciclo menstrual. Depois da menopausa, o revestimento interno da vagina e dos tecidos da vulva perdem espessura e o fluxo normal diminui devido à falta de estrogénios. Em consequência, a vagina e a vulva infectam-se e lesionam-se com maior facilidade.

Sintomas

O sintoma mais frequente da vaginite é a secreção vaginal anormal (mais espessa que a normal e a cor é variável), com odor forte e acompanhada de comichão e dor vaginal.

Vaginite bacteriana

A vaginite bacteriana é muitas vezes assintomática. Uma infecção bacteriana da vagina tem tendência para produzir uma secreção turva branca, cinzenta ou amarelada com odor repugnante ou semelhante ao do peixe. O cheiro torna-se mais intenso depois do ato sexual ou da lavagem com sabão, pois ambos diminuem a acidez vaginal e, como consequência, favorece-se o desenvolvimento bacteriano. A vulva pode estar irritada ou com uma ligeira comichão.

Fatores que favorecem o desenvolvimento:
  • Gravidez
  • Dispositivo intra-uterino
  • Lactação
  • Atividade sexual
Tratamento:

O Tratamento requer antibióticos orais, pelo que é aconselhado ir ao médico.

Vulvovaginite fúngica

A vulvovaginite fúngica é maioritariamente causada por Candida albicans (um fungo). Provoca uma comichão moderada a intensa e ardor na vulva e na vagina. A pele torna-se avermelhada e é áspera ao tacto. Da vagina sai uma secreção espessa, semelhante ao queijo, que tem tendência para aderir às suas paredes. Os sintomas pioram durante a semana anterior ao ciclo menstrual. Esta infecção tem tendência a reaparecer nas mulheres que sofrem de diabetes mal controlada e nas que estão a tomar antibióticos.

Distingue-se da infecção urinária pela ausência dos sintomas urinários (dificuldade e frequência urinárias.

Os fatores de risco são:
  • Gravidez
  • Contraceptivos com estrogénios (alteram as características vaginais)
  • Diabetes
  • Antibióticos (alteram o equilíbrio bacteriano)
  • SIDA, corticosteróides e imunossupressores (alteram a resposta imunológica)
  • Roupa justa (criam ambiente húmido)
  • Parasitas intestinais
  • Atividade sexual
Tratamento:

O tratamento das infecções fúngicas ligeiras é feito com cremes e/ou óvulos vaginais antifúngicos.

 

Aparelho Genital Masculino

Medicamentos de venda livre disponíveis:

Antifúngicos:
  • Clotrimazol 10mg/g creme vaginal - Aplicação profunda na vagina ao deitar durante 6 dias e na área anogenital 2 a 3 vezes ao dia.
    Clotrimazol 100mg comprimidos vaginais - Aplicar ao deitar durante 6 dias.
    Clotrimazol 500mg comprimidos vaginais - Uma única aplicação.
  • Nitrato de Econazol 10mg/g creme vaginal - Aplicação profunda na vagina e na vulva ao deitar durante 14 dias.
    Nitrato de Econazol 150mg óvulos - Aplicar ao deitar durante 3 dias e completar com creme na zona vulvar.
  • Tioconazol 100mg comprimidos vaginais - Aplicar profundamente na vagia durante 3 dias.
    Tioconazol 300mg óvulo vaginal - Aplicação única.

Mais informação

Anti-sépticos:

As soluções anti-sépticas podem ser usadas como complemento de vulvovaginites não específicas ou mistas.

  • Iodopovidona 100mg/ml solução vaginal
  • Benzidamina 500mg pó para solução vaginal

 Mais informação

Tricomoníase

A Tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível (DST) produzida pelo protozoário  Trichomonas vaginalis. Provoca uma secreção branca, verde-acinzentada ou amarela que pode ser espumosa. A secreção aparece pouco depois da menstruação e pode ter um odor desagradável. É acompanhada de uma comichão muito intensa e dor abdominal

As infecções mais vulgares são as de origem bacteriana seguidas das fúngicas e da tricomoníase. Muitas vezes são infecções mistas.

Tratamento

Tratamento oral com metronidazol em simultâneo com parceiro sexual e aplicação vaginal de comprimidos de clotrimazol.

Voltar

Doenças Infeciosas
Hepatite
Meningite
SIDA
Vacinas
Varicela
Zona





Cuidados Corporais
Cabelo
Caspa
Celulite
Higiene oral
Pele Seca
Piolhos
Próteses dentárias
Queda de cabelo

Dermatologia
Acne
Afta
Calos
Dermatite
Diarreia
Frieiras
Hematomas
Herpes Labial
Micoses
Queimaduras
Varizes

Página da autoria de Laurentino Moreira (farmacêutico) - Última atualização em 18-out-2016