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Diferentes testes de diagnóstico da COVID-19

Em Portugal, existem vários tipos de testes de diagnóstico do SARS-Cov-2. Estes podem ser divididos em dois grandes grupos,  os testes  que detetam o vírus e testes que detetam a resposta imume ao vírus.

Dentro do primeiro grupo encontram-se:

  • Testes Moleculares de Ampliação de Ácidos Nucleicos (TAAN) e

  • Testes Rápidos de Antigénio (TRAg).

Os TAAN detetam o material genético do vírus enquanto os TRAg detetam proteínas da superfície.

No segundo grupo encontram-se:

  • Testes ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) e

  • Testes Rápidos de Anticorpos.

O método ELISA permite quantificar os níveis de IgA, IgG e IgM anti-SARS-Cov-2 (anticorpos) e os testes rápidos detetam qualitativamente a presença de IgG e IgM anti-SARS-Cov-2.

Enquanto os testes moleculares e os testes de antigénio são realizados em amostras do trato respiratório superior e/ou inferior, os testes serológicos utilizam soro, sangue ou plasma.

 

Para a realização de um teste TAAN, a amostra é recolhida com uma zaragatoa no nariz e/ou na garganta. A metodologia de referência utilizada é a RT-PCR (Reverse-Transcription Polymerase Chain Reaction). Esta consiste na amplificação dos ácidos nucleicos, constituída por três reações de amplificação dirigidas a três regiões do genoma viral: o gene E, o gene RdRp e o gene N. Os resultados são obtidos em 4 a 6 horas.

A colheita da amostra para a realização dos TRAg é efetuada da mesma forma. No entanto, estes baseiam-se na deteção de proteínas específicas da superfície do vírus por métodos imunocromatográficos. A sensibilidade é inferior às dos TAAN, mas a resposta é obtida em 15 a 30 minutos.

O método de deteção por RT-PCR é considerado o método de referência para diagnóstico da COVID-19. Trata-se de um teste com elevada sensibilidade e especificidade. Um resultado positivo indica que a pessoa está infetada. Por outro lado, um teste negativo não exclui a possibilidade de infeção por estar dependente da qualidade da amostra, da técnica de colheita desta e do tempo que decorreu desde a infeção inicial.

Os testes rápidos de deteção de antigénio são úteis na deteção de uma infeção ativa. Estes devem ser usados nos primeiros 5 dias de sintomas, de modo a diminuir a probabilidade de falsos negativos. Também podem ser usados em assintomáticos que tiveram contacto de alto risco com um doente confirmado.

Os testes serológicos laboratoriais e os testes rápidos de anticorpos  são testes que avaliam a resposta do organismo ao vírus. Estes testes não são recomendados para diagnóstico nem rastreio, pois os resultados positivos ou negativos não excluem a possibilidade de a pessoa estar infetada. A utilidade destes testes reside na identificação das pessoas que tiveram infeção e ajudam a conhecer a disseminação e evolução da doença, assim como do estado de imunidade do indivíduo.

Os testes rápidos de anticorpos são ensaios imunocromatográficos qualitativos. Não permitem detetar a concentração de anticorpos. Os anticorpos IgG e IgM detetados aparecem duas a três semanas após o contágio, pelo que poderão dar falsos negativos. As vantagens residem apenas na facilidade de recolha da amostra e na rapidez dos resultados. A sua utilidade reside em avaliações de seroprevalência e estudos epidemiológicos.

O diagnóstico laboratorial por RT-PCR do SARS-Cov-2 deve seguir as orientações da Direção-Geral da Saúde e, em casos particulares, pelo médico assistente ou Autoridades de Saúde.

Já os testes rápidos de antigénio poderão ser realizados em vários locais, inclusivé em framácias. São uma forma de acesso mais rápido à testagem, mas devido às suas limitações poderão não ser muito sensíveis e fornecer falsos negativos.